Olá vamos com a nossa segunda social primeiro
Primeira Edição: ......
Fonte: Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 58 - Junho
de 1954.
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo, Outubro 2008.
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O CONCEITO FORMAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL é um dos conceitos
fundamentais da ciência marxista-leninista da sociedade. Uma
formação econômico-social é um modo de produção historicamente
definido que encarna a unidade entre as forças produtivas e as
relações de produção em conjunto com as concepções políticas,
jurídicas, religiosas, artísticas e filosóficas e as instituições
da sociedade que correspondem a essas relações.
Assim, no conceito de formação econômico-social encontramos tanto as relações sociais de produção - isto é: as relações econômicas entre os homens -, como toda a vida espiritual da sociedade.
Antes do aparecimento do marxismo, todos os historiadores e sociólogos operavam com o conceito «sociedade» em geral, considerando-o como algo imutável, dado uma vez por todas. Procuravam nas concepções, idéias e teorias a chave para o estudo, e reduziram em última instância toda a história da sociedade a ações de reis, de chefes militares, e de personalidades eminentes. O marxismo demonstrou a total inconsistência dessas concepções subjetivas e idealistas com relação à sociedade, e pela primeira vez criou a interpretação materialista da história - a única científica.
O materialismo histórico considera a sociedade como um organismo vivo, que se encontra em desenvolvimento constante, que tem sempre uma forma determinada, concreta e histórica. O desenvolvimento social é um processo natural e histórico, subordinado a leis econômicas objetivas, independentes da vontade e da consciência dos homens. De acordo com essas leis ocorre a substituição de certas formações econômico-sociais por outras.
A história conhece cinco formações econômico-sociais: o comunismo primitivo, o escravismo, o feudalismo, o capitalismo e o comunismo, cuja primeira fase - o socialismo - já se acha realizada em nosso país.
O modo de produção dos bens materiais é a base de qualquer formação econômico-social. Esses bens materiais - necessários à sociedade para que possa viver e desenvolver-se - são: alimento, vestuário, calçado, habitação, combustível e instrumentos de produção. O modo de produção dos bens materiais determina o caráter do regime social e a vida econômica, política e espiritual dos homens. Conforme seja o modo de produção assim é, no fundamental, a própria sociedade, suas idéias e teorias, concepções políticas e instituições.
O modo de produção possui dois aspectos inseparáveis: as forças produtivas - que expressam a relação entre os homens e a natureza - e as relações de produção - que expressam a relação dos homens entre si no processo de produção dos bens materiais. Entre as forças produtivas da sociedade estão os instrumentos de produção e os homens que os põem em movimento e realizam a produção de bens materiais graças a determinada experiência de produção e aos hábitos de trabalho.
As relações de produção são as relações econômicas entre os homens que têm por base determinadas formas de propriedade dos meios de produção. O conjunto de determinadas relações de produção que correspondem a determinado nível de desenvolvimento das forças produtivas forma a estrutura econômica da sociedade.
A atual sociedade capitalista é a última formação antagônica baseada na exploração. As forças produtivas dessa formação estão em conflito irreconciliável com as relações de produção burguesas. A contradição entre o caráter social da produção e a forma privada de sua apropriação - a contradição fundamental do capitalismo - adquiriu extraordinária agudeza na época do imperialismo, particularmente no período da crise geral do capitalismo.
Procurando uma saída das insolúveis contradições do sistema capitalista, a burguesia envereda pelo caminho da exploração e pilhagem desenfreadas das massas trabalhadoras; pelo caminho das sangrentas guerras de agressão e de escravização dos povos fracos. Tudo isso leva inevitavelmente a um aguçamento, ainda maior, das contradições de classe e das contradições entre nações na sociedade capitalista; leva a profundos choques econômicos e políticos.
A passagem do capitalismo ao socialismo é uma necessidade objetiva determinada pelo desenvolvimento histórico e decorre das exigências da lei da correspondência obrigatória entre as relações de produção e o caráter das forças produtivas.
Somente o socialismo livra a humanidade da exploração, das crises, do desemprego, da miséria e das guerras.
O primeiro e poderoso golpe contra todo o sistema do capitalismo foi a vitória da Revolução Socialista de Outubro na URSS, que inaugurou uma nova era na história da humanidade - a era do colapso do capitalismo e da vitória do comunismo.
Em conseqüência das profundas transformações econômicas e sociais realizadas pelo povo soviético sob a direção do Partido Comunista, consolidou-se em nosso país uma nova formação econômico-social - a comunista.
A característica que define e distingue essa nova formação é o domínio da propriedade social dos meios de produção, a inexistência de classes exploradoras e da exploração do homem pelo homem. A classe operária, o campesinato e a Intelectualidade - que constituem a sociedade soviética - vivem e trabalham de acordo com os princípios da cooperação fraternal.
À base da comunidade de interesses entre todos os grupos sociais, na URSS se desenvolveram forças-motrizes como a unidade moral e política da sociedade, a amizade entre os povos da URSS e o patriotismo soviético.
À infra-estrutura econômica do socialismo corresponde nova superestrutura - a superestrutura socialista -, que representa imenso papel no desenvolvimento da sociedade soviética.
O socialismo abriu ilimitado campo ao desenvolvimento das forças produtivas e ao verdadeiro progresso em todos os domínios da vida. Na sociedade socialista atua a lei econômica fundamental do socialismo, cujas características e exigências principais consistem em assegurar, por meio do aumento e aperfeiçoamento ininterruptos da produção socialista à base de uma técnica superior, a satisfação máxima das necessidades materiais e culturais, sempre crescentes, de toda a sociedade.
O objetivo da produção socialista é o homem, com suas necessidades materiais e culturais. Trata-se de um objetivo elevado e nobre, que nenhuma outra formação econômico-social já conheceu.
O Partido Comunista orienta o progresso da sociedade soviética no caminho da transição gradual do socialismo ao comunismo, quando a sociedade poderá realizar o princípio «De cada um de acordo com sua capacidade, a cada qual segundo suas necessidades.».
As relações de produção entre os homens - a infra-estrutura da sociedade - são as relações básicas que determinam todas as demais relações - sociais, políticas e ideológicas.
De acordo com as formas de propriedade dos meios de produção que dominam em determinada sociedade, formam-se as diferentes relações sociais entre os homens. Na sociedade explorada - baseada na propriedade privada dos meios de produção - surgem e se desenvolvem classes antagônicas, e uma luta intransigente entre elas se estende a todos os aspectos da vida social. Pelo contrário, uma formação baseada na propriedade social dos meios de produção não conhece antagonismos sociais e se acha livre de choques de classes.
A infra-estrutura econômica dá origem à sua superestrutura - isto é: às idéias políticas, jurídicas, religiosas, artísticas e filosóficas da sociedade e às instituições políticas, jurídicas e outras que lhes correspondem. O marxismo-leninismo nos ensina que a infra-estrutura capitalista possui a superestrutura que lhe é própria, e a socialista a sua. A classe que domina economicamente domina também política e espiritualmente.
Suas idéias e concepções são as que dominam nessa sociedade.
Conforme Indicamos, a superestrutura participa organicamente do conceito formação econômico-social. V. I. Lênin observa que Karl Marx:
«ao explicar a estrutura e o desenvolvimento do conceito de
determinada formação social 'exclusivamente' pelas relações de
produção, estudava porém - sempre e em toda parte - as
superestruturas correspondentes a essas relações de produção;
revestia de carne e sangue o esqueleto».(1)
As formações econômico-sociais não são eternas. Após surgir em
determinadas condições históricas, cada formação se desenvolve em
conseqüência do progresso das forças produtivas para ceder o lugar
a outra formação, mais elevada. Os ideólogos das classes
reacionárias e obsoletas sempre tentaram apresentar o regime de
exploração como eterno e imutável. A História refuta, porém, esses
pontos-de-vista. Durante três mil anos, na Europa, houve depois do
regime comunal primitivo o regime escravista e o feudal, enquanto
na parte oriental da Europa existiu também o regime capitalista. Na
URSS, em substituição ao regime capitalista surgiu o regime
socialista.
O novo regime - o socialista - está também sendo criado nos países europeus de democracia popular.
O desenvolvimento de novas forças de produção, que entram em conflito com as velhas relações de produção, constitui a base econômica da passagem de uma formação econômico-social a outra. Essa transição se realiza como resultado de uma feroz luta de classe, que atinge sua tensão máxima por ocasião das revoluções sociais.
Marx chama as revoluções de locomotivas da História. É
justamente na época das revoluções sociais que se manifesta, com
vigor particular, a energia criadora e a iniciativa das classes
avançadas e das mais amplas massas populares como os verdadeiros
criadores da História. As classes revolucionárias e seus partidos,
de acordo com as necessidades já maduras do desenvolvimento social,
derrubam pela força a velha ordem, dão cabo da infra-estrutura
econômica e de sua superestrutura - já obsoletas - e criam um novo
regime social, assim abrindo caminho ao desenvolvimento das forças
produtivas da sociedade. agora o tema de hoje terça da
estéticaModa
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Modas de Paris em 1837.
Following the Fashion (1794), caricatura de James Gillray: uma
figura valorizada pelos vestido curto então em voga, contrastando-a
com uma imitadora, que não ficou tão bem.
Moda é a tendência de consumo da atualidade. A palavra moda
significa costume e provém do latim modus.[1] É composta de
diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários
aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao
simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e
facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou
pentear.
"Embora tenham sido encontradas agulhas feitas de marfim, usadas
para costurar pedaços de couro, que datam cerca de 40 000 a.C., ou
mesmo evidencias de que o tear foi inventado há cerca de 9 000
a.C., só podemos pensar em moda em tempos muitos mais recentes. Ela
se desenvolve em decorrência de processos históricos que se
instauram no final da Idade Média (século XIV) e continuam a se
desenvolver até a chegar ao século XIX. É a partir do século XIX
que podemos falar de moda como a conhecemos hoje (POLLINI,
2007).
A moda nos remete ao mundo esplendoroso e único das celebridades.
Vestidos deslumbrantes, costureiros famosos, tecidos e aviamentos
de ultima geração. Não nos leva a pensar que desde a pré-história o
homem vem criando sua moda, não somente para proteger o corpo das
intempéries, mas como forma de se distinguir em vários outros
aspectos tais como sociais, religiosos, estéticos, místicos ou
simplesmente para se diferenciar individualmente.
A moda passou por várias transformações, muitas vezes seguindo as
mudanças físicas e principalmente sociais que ocorreram dentro de
um determinado período.
A moda pode ser considerada o reflexo da evolução do comportamento.
Uma espécie de retrato da comunidade. É uma linguagem não verbal
com significado de diferenciação. Instiga novas formas de pensar e
agir."[2]
Para criar estilo, os figurinistas utilizam-se de cinco elementos
básicos: a cor, a silhueta, o caimento, a textura e a
harmonia.
A moda é abordada como um fenômeno sociocultural que expressa os
valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado
momento. Já o estilismo e o design são elementos integrantes do
conceito moda, cada qual com os seus papéis bem definidos.
A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que
integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior,
político, social, sociológico. Pode-se ver a moda naquilo que se
escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e
de um pop star, nas passarelas. A cada dia que passa o mundo da
moda vem se superando e surpreendendo as pessoas, com cores vivas,
tendências novas, cortes inusitados e inovadores. A moda
proporciona aos que seguem uma tendência sempre inovadora e ousada.
Ela é abordada sempre, encaixa em qualquer assunto e é sempre um
meio de inspiração aos que a seguem.
Convém ressaltar que, deixando de lado a tendência etnocêntrica (na
realidade "eurocêntrica"), a qual ainda hoje é preponderante,
devemos ter clareza de que a moda, enquanto fenômeno, só se tornou
"universal" em meados do século XIX, com o advento da crinolina.
Até então, cada povo possuía sua própria maneira de se vestir e
ornamentar, de maneira que conviviam diversas manifestações e
estilos numa mesma época.
Mesmo hoje, em que vivemos, sob o capitalismo hegemônico, a fase da
globalização, não se pode esquecer que o mundo muçulmano se
constitui num universo à parte, onde a burka e o chador ainda são
amplamente utilizados e onde populações inteiras, como a maior
parte da Índia e as comunidades indígenas, bosquímanas e aborígenes
australianos, por exemplo, estão alijados da produção e do
consumo.
Índice [esconder]
1 Histórico
1.1 A nudez original - contextualização
1.2 A "nudez" dos indígenas sul-americanos e dos aborígenes
1.3 As vestes dos indígenas da América do Norte, Incas, Maias e
Astecas
1.4 Na antiguidade
1.5 A moda na Idade Média
1.6 A moda na Idade Moderna
1.7 A moda no século XIX
1.8 A virada do século
1.9 A moda nos anos 1920
1.10 Décadas de 30 e de 40
1.11 Década de 50
1.12 Décadas de 60 e 70
1.13 "Hair" - Moda e Modismos Hippies
1.14 Anos 80 e 90
1.15 Início do século XXI
2 Ver também
3 Galeria
4 Referências
5 Bibliografia
6 Ligações externas
[editar]Histórico
[editar]A nudez original - contextualização
Antes de nos determos em explanar sobre o vestuário, devemos - até
por uma questão cronológica - dissertar brevemente sobre a nudez,
já que se constitui, ainda que de forma involuntária, no primeiro
modismo.
Dentre as várias formas de nudez que a humanidade experimentou (a
nudez como contingência da natureza, a nudez como realização do
ideal do belo, a nudez como forma de protesto, etc) podemos
facilmente diferenciar as suas primeiras expressões:"A nudez dos
indígenas ou dos homens das cavernas nada tem em comum com a nudez
dos gregos e romanos. No primeiro caso trata-se de uma contingência
imposta pelas condições materiais de vida e adaptação ao
meio-ambiente, enquanto no segundo caso trata-se de uma solução da
ordem da estética, com amplo lastro da filosofia e da doutrina
moral então dominante."[3]
Explicitando melhor as razões e a manifestação da nudez no homem
primitivo (primeira forma de nudez) podemos afirmar que:"Num
momento em que a cultura ainda não existia e que o ser humano era
coletor e nômade, antes da terceira glaciação, a nossa espécie era
regida pela mesma lei que as demais espécies animais, a seleção
natural. Os indivíduos mais fortes e mais adaptáveis sobrevivem,
enquanto os mais fracos e menos adaptáveis transformam-se em
alimento para animais maiores.
Alimentando-se de vegetais, frutas e tubérculos, vivendo em bandos
e migrando através das pastagens e savanas primitivas atrás de
alimento, o ser humano primitivo dava plena vazão aos seus
instintos e, neste sentido, não devia ter grandes escolhas em
relação ao objeto do seu desejo. Tanto indivíduos machos quanto
fêmeas eram então completamente bissexuais, pois não havia
diferenças anatômicas tão marcantes em relação aos sexos e também a
busca constante de alimentos e a fuga de animais carnívoros
limitavam bastante as oportunidades de acasalamento.
Estes indivíduos evidentemente ainda não haviam estabelecido um
vínculo causal entre a cópula e a reprodução, ou seja, a razão pela
qual as fêmeas engravidavam e davam a luz era tão vaga para eles
quanto a razão do sol nascer aparecer e desaparecer no horizonte
todos os dias. Num momento em que o sexo estava desvinculado da
reprodução não havia qualquer sanção moral a qualquer modalidade
sexual, até porque a moral ainda não havia sido inventada.
Durante a terceira glaciação este panorama edênico se altera
drasticamente; grandes porções do planeta são cobertas pelo avanço
das geleiras, o que restringe o habitat humano. O homem tem de
procurar abrigo nas cavernas e, após descobrir o fogo, passa a se
alimentar também de carne, tornando-se caçador. Para suprir a falta
de garras e de presas produz os primeiros instrumentos de pedra,
tornando-se artesão. Como subproduto da caça e da sua nova dieta
alimentar produz as primeiras vestimentas, utilizando o couro e a
pele dos animais abatidos. Além de proteger do frio, as roupas
passaram também a proteger a genitália, especialmente a masculina,
que o fato do homem ter se tornado exclusivamente bípede, tornara
muito exposta, vulnerável a impactos e atrito."[4]
Um bom filme para ilustrar o período das primeiras incursões do
homem primitivo no período das cavernas é A Guerra do Fogo, de
1981. Ainda que os produtores estadunidenses não ousem expor as
personagens da tribo "menos desenvolvida" nuas - como de fato elas
deveriam estar - as vestimentas da tribo "mais avançada" mantém
alguma ligação com a realidade, como tem demonstrado a
arqueologia.
[editar]A "nudez" dos indígenas sul-americanos e dos aborígenes
Indígenas do Pará, ainda sem contato regular com o homem branco,
1894.
Se considerarmos a produção de ornamentos como parte que compõe um
vestuário, os indígenas sul-americanos e aborígenes australianos
não estão realmente nus, pois utilizam - em doses fartas - de cores
e de texturas em sua pintura corporal, cocares, cintos, brincos e
outros adornos.
Os "adereços" utilizados visam se constituir em atrativo e apelo
erótico em relação ao sexo oposto, têm função religiosa (ritual) ou
social (no sentido de danças e eventos de socialização da
tribo).
O que fez com que o colonizador europeu julgasse estarem nus foi o
fato de que eles não tem, via de regra, nenhuma preocupação em
ocultar a genitália. Pelo contrário, várias tribos a valorizam,
através do uso de uma espécie de "estojo" peniano, ou então, tanto
homens quanto mulheres, depilam-se e utilizam adereços coloridos
para valorizar a região pubiana.
Para ilustrar o choque cultural que se produziu do encontro entre
brancos (europeus) e indígenas sugerimos dois filmes, que estão
entre as melhores produções do cinema brasileiro: Como Era Gostoso
o Meu Francês, de 1970, e Hans Staden, de 1999. Em ambos os filmes
entramos em contato com a maneira de "vestir" (adornar) dos
tupinambás, um universo colorido engendrado pela fauna e flora
tropicais, tão ricas em pigmentos (como o urucum), fibras (como a
juta) e materiais diversos para a confecção de adornos e adereços
(como as coloridas penas de araras e de tucanos).
Acreditamos que estes costumes estão inseridos num contexto muito
maior, que visa perpetuar as tribos, tanto enquanto singularidades
como enquanto culturas. Neste sentido, fica mais fácil a escolha do
parceiro para a procriação, e a genitália depilada (tanto masculina
quanto feminina) tem uma conotação mais higiênica.
Nos povos "primitivos", como vemos, a moda desempenha funções
evidentemente pragmáticas.
[editar]As vestes dos indígenas da América do Norte, Incas, Maias e
Astecas
Ao contrário dos povos indígenas sul-americanos, os indígenas da
América do Norte sempre utilizaram roupas, no sentido contemporâneo
do termo, apesar de também utilizarem cocares e outros
adereços.
O uso de vestimentas "tradicionais" (para nossos padrões,
ocidentais e cristãos) deve-se em parte ao clima temperado e em
parte à proximidade em relação a duas grandes e antigas
civilizações: os Maias e os Astecas.
O filme O Homem chamado Cavalo, de 1970, é muito preciso na
recriação das roupas dos índios Sioux e Crow.[5] Tal como nos
filmes brasileiros, citados no tópico anterior, o filme mostra o
choque entre duas culturas distintas (e por vezes antagônicas) e a
possibilidade de adaptação individual ou de síntese cultural.
As três grandes civilizações da América Pré-Colombiana (Incas,
Maias e Astecas) possuíam em comum o gosto pelas vestes elaboradas
(tais como túnicas, mantos e capas), a tecelagem bastante
desenvolvida (no caso específico dos Incas, utilizando-se inclusive
da lã das lhamas e vicunhas) e o fato dos trajes mais vistosos e
coloridos serem destinados aos homens, bem como brincos, bandanas,
pulseiras e demais ornamentos. As vestes femininas eram geralmente
monocromáticas e de corte reto.[6]
Os quechuas e aymaras, na América do Sul, preservam ainda hoje
muitos dos hábitos dos antigos incas.
[editar]Na antiguidade
Como vimos, já no final da Pré-história os seres humanos passaram a
se cobrir com peles de animais para se proteger do clima e, com o
tempo, essa proteção foi se tornando cada vez mais sinônimo de
poder e status. As pessoas achavam que usar peles de animais estava
na moda, cada vez se via mais.
Esta tendência foi sendo suplantada pelo uso de fibras naturais
como o linho e o algodão no Egito e a seda na China. Na Antiguidade
Oriental as vestes passaram a ser usadas para diferenciação social:
as diferentes castas na Índia usavam cores e padronagens
diferentes, no Egito a veste do camponês era apenas um perissoma
(espécie de "fralda") feito de algodão enquanto os sacerdotes e
guerreiros usavam túnicas elaboradas e vários adornos e, desta
maneira, foram surgindo nas sociedades orientais várias formas de
indumentária e ornamentos, para que as pessoas pudessem ser
facilmente identificadas, em relação ao papel que
desempenhavam.
Cerimônia do "abrir a boca", do Livro dos Mortos.
Os gregos, com o culto ao belo e o seu ideal de Paideia que
consistia no pressuposto de que "uma mente sã habita um corpo
saudável" (que os romanos traduziram por "mens sana in corpore
sano"), desprezavam as vestimentas. Os jovens do sexo masculino
andavam nus a maior parte do tempo - conforme podemos perceber ao
analisar a estatuária e pintura grega - mas tinham sempre uma
espécie de manto ou capa ao ombro, para solenidades cívicas ou para
o interior das habitações.
Como as mulheres eram desvalorizadas, passando a maior parte do
tempo reclusas no gineceu, elas normalmente são representadas
vestidas, com o "peplos" jônico (Atenas) ou o "chiton" (ou quíton)
dórico (Esparta). É facilmente perceptível a diferença na
representação masculina e feminina ao analisarmos os padrões de
Kouros e Kore.
Com o helenismo, e a expansão das letras e das artes gregas por
toda a bacia do Mediterrâneo, as várias culturas se mesclam
ocasionando uma mudança nas formas de representação. No bojo da
síntese formal helenística começam a aparecer, pela primeira vez,
mulheres representadas nuas, como é o caso da famosa Vênus de
Milo.
Afresco de Pompéia, representando um jovem.
Em Roma, profundamente mais democrática em relação ao gênero do que
a Grécia, as mulheres não apenas participam da vida cultural, como
também das solenidades cívicas. Há inúmeros exemplos na estatuária
romana de elaborados penteados e suntuosas vestimentas que
identificavam as mulheres patrícias.
Aos homens da classe senatorial (senadores, magistrados, tribunos)
era permitido o uso da toga, a qual ainda hoje é usada pelos
juízes.
Os plebeus, tanto homens quanto mulheres, usavam trajes semelhantes
aos patrícios (sendo vetado apenas o uso da toga) mas não usavam
ornamentos indicativos de alta condição social, como os diademas,
anéis e demais ornamentos.
No período bizantino, onde o cristianismo já era a religião oficial
do Estado, proscreveu-se a nudez e as roupas tornaram-se
nitidamente mais amplas e mais longas, sendo que foram estas as
vestimentas que deram origem aos hábitos dos monges e freiras e às
batinas dos padres. Dava-se valor, por exemplo, às roupas na cor
roxa, chamada "púrpura", pois essa cor era derivada de um pigmento
muito raro que só a nobreza tinha condições de adquirir.
Corte do Imperador Justiniano, retratada em mosaico de
Ravena.
Já os mais pobres usavam roupas na cor azul, que era feita com
uréia, encontrada em abundância, pois os tintureiros tomavam muitas
bebidas alcoólicas, faziam a urina em baldes, e essa era utilizada
para tingir as peças de tecido.[7] Os camponeses usavam ainda tons
crus, o ocre e o terra.
Facilmente encontramos, em qualquer compêndio de química, como
produzir a cor azul através da uréia:
"Encontramos ainda na saliva substâncias que estão sendo excretadas
e que não possuem qualquer função na digestão tais como o
sulfocianeto, o nitrito e a uréia.(...)Colocar em tubo de ensaio 1
mL de saliva filtrada, duas gotas de ácido sulfúrico diluído (10%)
e duas gotas de iodeto de potássio (10%). Desprende-se iodo que
pode ser melhor observado pela adição de 1 mL de goma de amido 1%
levando ao desenvolvimento de cor azul."[8]
Curiosidade:
"O assentamento de Çatalhüyük, na Anatólia, datada de 6700 anos a.C
(porção asiática da Turquia e européia da Trácia), é a primeira
comunidade que se tem registros sobre o modo como as mulheres
exerciam maior influência do que os homens, no papel de "dona de
casa". Esse povoamento dava grande importância à moda, de acordo
com as jóias de cobre e chumbo, os tecidos coloridos, as fivelas de
cintos e os tapetes ricamente adornados e manufaturados usados por
eles. Além disso, os humanos se cobriam com peles de animais para
se proteger do frio e, com o tempo, essa roupagem se tornou símbolo
de poder e status. A evolução desses adornos deu origem ao que
vemos nas civilizações do Egito, Grécia e Roma antigos, com roupas
leves e soltas, adequadas ao ambiente e à temperatura. Os
acessórios e jóias eram feitos de ouro, cobre ou chumbo,
conseguidos nos leitos dos rios. Durante o período Bizantino de
ocupação, a nobreza se distinguia por utilizar a cor roxa, que
derivava de um pigmento especial e raro, que somente o alto poder
tinha poder de aquisição. Os plebeus eram caracterizados pela cor
azul, que era conseguido através do álcool expelido na uréia
humana. "[9]
As grandes civilizações do extremo oriente, Índia, China e Japão
desenvolveram estilos e modismos próprios, extremamente
diferenciados, sendo que a principal inovação foi no campo das
texturas, pelo uso da seda, e do tingimento.
[editar]A moda na Idade Média
No início da Idade Média, isto é, na Alta Idade Média, as invasões
bárbaras levaram ao isolamento e à vida nos feudos, desagregando as
cidades e praticamente extinguindo o comércio em toda a
Europa.
Dentro destas condições, as vestimentas passaram a ser produzidas
artesanalmente, com fibras naturais e em cores cruas, tornando-se
raras e exclusivas, apesar de extremamente básicas. A forma se
assemelhava às bizantinas e a elite, formada pelos guerreiros e
sacerdotes, se distinguia dos camponeses também através da
vestimenta, a qual era colorida (normalmente vermelho ou verde). As
roupas eram confeccionadas em casa, evoluindo das túnicas
merovíngias (de comprimento até a altura dos joelhos, bordadas nas
pontas e amarradas por cintos) até as ricas vestimentas da época
carolíngia, com enfeites de brocado.
Com o passar do tempo os camponeses começaram a tingir tecidos em
tom azul, pois este é facilmente conseguido através da uréia.
A partir do século X, com o final das invasões e o renascimento
comercial e urbano, houve a formação das corporações de ofício,
dentre elas as dos tecelões e dos tintureiros, criando uma maior
variedade, ou seja aumentando a quantidade e a qualidade das
roupas.
Com o desenvolvimento das cidades e a reorganização da vida das
cortes, a aproximação das pessoas na área urbana levou ao desejo de
imitar. Enriquecidos pelo comércio, os burgueses passaram a copiar
as roupas dos nobres. Ao tentarem variar suas roupas, para
diferenciar-se dos burgueses, os nobres inventavam algo novo e
assim por diante.
Em termos de indumentária, também podemos falar do românico e do
gótico enquanto estilos válidos.
Enquanto a Europa Ocidental variou as formas de vestuário, como
vimos, em contrapartida, a cultura oriental bizantina se manteve
atrelada ao seu próprio estilo.
Com o Renascimento existe a tentativa de copiar os trajes romanos
da época imperial mas, devido às contingências impostas pela época,
o que as guildas acabam por fazer é uma releitura da indumentária
clássica, adaptando-a à moral cristã então vigente, ao clima
(sensivelmente mais frio do que havia sido na época romana[10]) e
aos recursos materiais e técnicos de que então se dispunha.
Os camponeses, alheios à moda e aos modismos, continuarão a se
vestir mais ou menos da mesma forma até meados do século XIX.
[editar]A moda na Idade Moderna
Madame de Pompadour. Exemplo de elegância no Antigo Regime.
A idade moderna é a época que vai do século XV ao XVIII. É a
chamada "Época das Grandes Navegações", período em que a América
foi descoberta e a noção de um mundo em forma de quadrado do
Medievo foi abandonada...
No início da Idade Moderna, há uma preferência nas cortes européias
pelo vermelho, as roupas mais refinadas levavam esta cor. O metódo
de tingimento utilizava o pau-brasil, extraído em larga escala no
Brasil para atender a este modismo.
Vários filmes tem figurinos inspirados pelos estilos diferenciados,
que foram criados e veiculados na Idade Moderna. Podemos citar A
Rainha Margot, filme francês de 1994, com Isabelle Adjani no papel
título, dirigida por Patrice Chéreau: logo na primeira cena (o
casamento de Margot com Henrique de Bourbon, interpretado por
Daniel Auteuil) Margot está usando um modelo maravilhoso, vermelho,
de cetim, com uma gola alta e larga de renda a lhe emoldurar o
rosto; sua mãe, Catarina de Médicis (vivida por Virna Lisi), também
usa um modelo suntuoso, ao qual não falta nem mesmo o véu. Durante
o filme, vemos desfilar brocados (como no modelo magnífico, que ela
usa para ir às ruas, travestida em prostituta), rendas e sedas, em
modelos ora com ousados decotes, ora com golas altas, inspiradas
nos retratos de Rubens, Rembrandt, Velásquez e Frans Hals.
Ambientando na mesma fase histórica (época da chamada Revolução na
Cristandade), Elizabeth, filme inglês de 1998, também traz vários
exemplares retirados das imagens deixadas pelos grandes mestres da
pintura da época, apenas que, por ser britânico, faz alusões também
a Hans Holbein, pintor oficial da corte de Henrique VIII, pai de
Elizabeth. São vestidos em tecidos "encorpados" e brilhantes, em
tons de vermelho,amarelo e verde, com o chamado ventre de corsa: o
corpete acabando em bico na parte dianteira e a saia se abrindo
volumosa para os lados. Os homens usam as calças curtas (na altura
dos joelhos) e bufantes e uma espécie de "enchimento" para realçar
a genitália (moda lançada na época de Henrique VIII, o qual
gostaria de passar à posteridade como um rei viril). O figurino e
os cenários da cena de coroação foram inspirados em uma pintura da
coroação da verdadeira rainha Elizabeth I.[11]
Também recorrendo à obra de um grande mestre do período (desta vez
Vermeer) foi lançado em 2003, pelo Reino Unido e Luxemburgo, Moça
com Brinco de Pérola. Desta vez, vemos não apenas as roupagens
suntuosas dos aristocratas e o interior dos palácios, mas também
burgueses (que se vestem com roupas que afetam a forma geral dos
trajes aristocráticos, mas são feitos com material de qualidade
inferior) e pessoas do povo (alheios à moda, vestindo-se ainda como
na época medieval).
No final da idade moderna, temos um grande personagem histórico que
marca a moda: Luix XV. Sua contribuição se dá basicamente pelo uso
de salto alto, algo inovador. Nesta época também é notável a
presença de perucas, babados, o estilo rococó aliado ao
vestuário.[12]
Revivendo o luxo, o requinte e o glamour de Versailles, os Estados
Unidos lançaram em 2006 Maria Antonieta. Trata-se de uma alegada
"biografia mais humanizada" da última rainha da França no Antigo
Regime. Este filme é interessante de ser citado pois a Idade
Moderna se encerra oficialmente com a Revolução Francesa de 1789,
em virtude da qual Maria Antonieta perde a cabeça na guilhotina.
Antes porém que sua real cabecinha vá parar em um cesto, ela
desfila vários penteados extremamente altos (que a cultura lusitana
costuma apelidar de ninhos de ratos), jóias e vestidos, em geral
estampados, em seda ou brocado.
A partir do século XVIII, com a chamada Revolução Industrial,
iniciada na Inglaterra, e a mudança do capitalismo comercial -
mercantilismo para o Capitalismo Industrial a Moda deixa o seu
caráter artístico/artesanal de lado e passa a ser também inserida
na rede engendrada pelo Mercado.
"...a consolidação da Revolução Industrial possibilitou a produção
em larga escala de bens de consumo, como roupas, tecidos e
calçados. Dentro de um universo mais comunicativo, todo o mundo
passou a adotar o estilo europeu para a moda, em todas as camadas
sociais, apenas adaptando-as para seus climas e crenças
religiosas."[13]
[editar]A moda no século XIX
Evolução da Moda Feminina, de 1794 a 1887.
O século se inicia com a emolução do Império Romano, por parte da
corte de Napoleão Bonaparte, o qual se faz inclusive coroar
Imperador pelo papa Pio VII em 1805. Dentro do clima generalizado
de "revival", a moda desempenha o seu papel ao livrar as mulheres,
de uma só vez, dos espartilhos, anáguas, armações para saias e
anquinhas: era o "Estilo Império".
Com a derrota definitiva de Napoleão, o Congresso de Viena e as
várias restaurações monárquicas, dele advindas, há um anseio pela
"volta à ordem" e a década de 1830 adotará um perfil mais
romântico, com saias mais amplas e grandes mangas bufantes, embora
o comprimento das saias ainda fosse ligeiramente mais curto.
Na década seguinte, a tendência romântica se consagra e a silhueta
feminina vai afetando a forma de um sino, ou uma flor invertida, o
foi consagrado com o advento da crinolina.
As crinolinas marcam o momento em que surge a indústria da moda
propriamente dita, sendo este o primeiro modismo que poderíamos
chamar de "universal": foram usadas de 1852 a 1870, em lugares tão
diversos quanto a Nova Zelândia (assistam ao clássico filme O piano
e vejam a protagonista fazer uma tenda com a sua anágua crinolina,
sob a qual pernoitam ela e a filha) e o Brasil (assistam Mauá - O
Imperador e o Rei e vejam May, interpretada por Malu Mader,
entreter-se em girar a sua crinolina), a França e o México, os
Estados Unidos (basta assistir ao clássico E o vento levou e ver o
quanto as crinolinas marcam o estilo do sul dos Estados Unidos) e
as colônias européias da África e Ásia, conforme retratadas no
clássico O rei e eu por exemplo.
Podemos aludir a uma anedota, que Gilda de Mello e Souza[14] alude
apenas por alto, que explica o surgimento das crinolinas e
demonstra a ligação destas com a indústria: Napoleão III, sobrinho
de Napoleão Bonaparte, governou a França de 1848 a 1852 como
presidente da República e de 1852 a 1870 como imperador. Ele era
casado com a belíssima nobre espanhola Eugênia de Montijo, mulher
de sangue quente e que detestava o desconforto produzido pelas 9
anáguas engomadas que eram usadas para armar as saias na corte.
estilos de moda em 1822.
Havia uma fábrica de espetos, em processo de falência, chamada
Peugeot. Um belo dia de julho de 1854 a fábrica recebeu a ilustre
visita da imperatriz que lhes trouxe um desenho seu de uma espécie
de gaiola feita de finíssimos aros de arame de aço e que, desde
então, tornaria a indumentária feminina muito mais leve e mais
arejada, a crinolina.
A Peugeot foi salva da falência (após 1870 ela passou a produzir
guarda-chuvas, depois bicicletas até chegar aos automóveis), a
França tornou-se líder mundial inconteste no universo da moda e o
nome da bela Eugênia passou a estar associado, para todo o sempre,
às "maisons" de alta costura.
Em 1870, com a derrota de Luís Napoleão Bonaparte (Napoleão III) na
Guerra Franco-Prussiana a 3ª República adota o estilo "princesa" e
a partir de 1880 vemos se repetirem, até o final do século,
tendências e estilos esboçados em momentos anteriores. as
crinolinas caíram em descrédito, sendo substituídas pelas tournures
("anquinhas") que armavam apenas a parte traseira das saias e
vestidos. Estas, foram usadas até o final da década de 1880.
[editar]A virada do século
A década de 1890 reviveu a de 1830 e a moda do século XX, até o
final da Primeira Guerra Mundial, em nada se diferenciou da moda do
século XIX.
"...no inicio do século XX a Europa vivia uma intensa transformação
de valores e costumes, ninguém mais do que Paul Poiret soube
enxergar o que esta nova época desejava em matéria de vestimenta.
Com apenas 24 anos, Poiret abriu sua própria Maison. Inspirados
pelos Balés Russo e pela atmosfera Oriental, realizou roupas que
mudaram a silhueta feminina e a História da Moda. Em 1906, um
vestido marcou a nova silhueta, não mais apertada, espremida pelo
espartilho. Poiret ficou conhecido por liberar as mulheres desse
incomodo acessório. Para a mulher que precisava usar todos os dias
o apertado espartilho, foi uma revolução (POLLINI, 2007).
A influência oriental na moda de Poiret é evidente. O mestre
inspirava-se também no folclore e na história. Os tecidos são finos
e delicados. Poiret gostava de utilizar seda e cetim, finas
musselinas, bem como tecidos tipo véu e tule. Além do mais, as suas
criações eram um verdadeiro festival de cores: vermelho e cor de
rosa brilhante, verde e amarelo, por vezes, alguns tons intensos de
castanho, isto numa época em que as senhoras se costumavam vestirem
tons discretos com a cor de malva, o cinzento e o azul (LEHNERT,
2001).
As feministas decretam o fim do espartilho. A guerra e a
urbanização pedem roupas mais práticas e de volume menor: saias no
tornozelo e botas de cano alto.
Até 1914 a moda manteve-se estática. Mas, depois disso, com o
advento da Primeira Guerra Mundial, as sufragistas, as epidemias, o
desastre com o Titanic e a popularização do cinema mudo, o mundo se
transformou, gerando reflexos na moda.
Nessa época surgiu o soutien, criado por Mary Phelps.
A Primeira Guerra Mundial veio provocar um corte em todos os
movimentos artísticos, e não apenas na moda. Tal como os escritores
e os pintores, também muitos estilistas forma mobilizados ou
alistaram-se voluntariamente (LEHNERT, 2001).
Durante a Primeira Guerra, as mulheres tiveram de assumir trabalhos
que antes eram exclusivamente desempenhados por homens, o que
impulsionou de certa forma uma nova postura da mulher. E ainda, o
Jazz, o Charleston e as novas descobertas cientificas (que
encorajavam a pratica de esportes e passeios ao ar livre)
contribuíram para, de repente, a moda dar um pulo: subitamente, a
silhueta mudou, o cabelo mudou, a altura das saias mudou, os
costumes mudaram. Foi um período de retumbante liberdade, e para as
mulheres, uma redescoberta: a silhueta passou a ser tubular, e a
cintura, os quadris e os seios não eram mais evidenciados, ao
contrário, eram utilizadas cintas e malhas que "igualavam" a
silhueta (POLLINI, 2007).[15]
[editar]A moda nos anos 1920
Nessa época, a moda já estava livre dos espartilhos do século XIX.
As saias já mostram mais as pernas e o colo. Na maquiagem, a
tendência era o batom. A boca era carmim, em forma de coração. A
maquiagem era forte nos olhos, as sobrancelhas eram tiradas e o
risco pintado a lápis. A tendência era ter a pele bem branca.
Moda de 1925.
Foi a época de Hollywood em alta, e a maioria dos grandes
estilistas da época, como Coco Chanel e Jean Patou, criaram roupas
para grandes estrelas.
Foi uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das
jazz-bands e pelo charme das melindrosas, as mulheres modernas da
época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento
e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz.
A silhueta dos anos 20 era tubular, os vestidos eram mais curtos,
leves e elegantes, com braços e costas à mostra. O tecido
predominante era a seda. Os novos modelos facilitavam os movimentos
frenéticos exigidos pelo charleston - dança vigorosa, com
movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em
tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório
obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular
era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com
os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado. A mulher
sensual era aquela sem curvas, sem seios e com quadris pequenos. A
atenção estava toda voltada aos tornozelos.
A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também
freqüentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e
seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. As
mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas,
como Gloria Swanson e Mary Pickford. A cantora e dançarina
Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações,
sempre em trajes ousados.
Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as
saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um
verdadeiro escândalo aos mais conservadores. Foi a época da
estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers,
cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda
a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito
sucesso.
Evolução esquemática da moda do início do século XX à década de
60.
Figurinistas da década de 1920
Jacques Doucet (1853-1929), um figurinista francês, em 1927, subiu
as saias para mostrar as ligas rendadas.
Coco Chanel criou a moda dos cortes retos, capas, blazers,
cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos.
Jean Patou, estilista francês teve o foco na criação de roupas
esportivas. Inclusive para a tenista Suzanne Lenglen. Também
revolucionou a moda da praia com seus maiôs.
[editar]Décadas de 30 e de 40
Toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de
1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior
baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores
perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos e,
consequentemente, do resto do mundo. Os anos seguintes ficaram
conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências,
desemprego e desespero.
No plano político, a recessão econômica levou ao conservadorismo e
à ascensão de líderes totalitários: Hitler na Alemanha, Mussolini
na Itália, Salazar em Portugal, Franco na Espanha, Stalin na União
Soviética e Getúlio Vargas no Brasil.
A reboque, a moda viu-se forçada a uma "volta à ordem". Após os
"loucos anos 20", a década seguinte vê os vestidos voltarem aos
calcanhares, os decotes diminuírem e os sapatos quase se tornarem
as "botinhas" de 1900.
Os homens ganharam ternos desestruturados, normalmente de linho, de
ombros estreitos e calças mais curtas e mais justas.
Um bom filme a ser assistido, para quem desejar ver ilustrada com
precisão a mudança de paradigmas estéticos da década de 20 para a
de 30 é Tomates Verdes Fritos, filme estadunidense de 1991 que
retrata com extrema sensibilidade o período. Aos poucos vemos os
vestidos vaporosos darem lugar aos mais "pesados" (e mais
fechados), os sapatos de saltos altos com pulseirinha no tornozelo
serem substituídos pelos mais baixos e bem fechados, como
"botinhas", e os cabelos curtos à garçonne darem lugar aos longos,
presos em coque na nuca.
Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o guarda-roupa, tanto
masculino quanto feminino, ganha formas e cores militares: os
ombros se agigantam (o "poder"), a cintura se estreita e as cores
tendem para o sépia, o bege e o verde musgo. Carmen Miranda lança a
moda das plataformas e arrebanha adeptas em todo o mundo.
A moda dos anos 40 foi esplendidamente compilada nos figurinos de
filmes como Casablanca, de 1942 e Gilda, de 1946.
[editar]Década de 50
O fim da Guerra e a emergência dos Estados Unidos como líderes
incontestes do mundo ocidental levaram a uma onda de otimismo sem
precedentes.
É a época de ouro das multinacionais, de Hollywood e da moda "made
in USA" no caso o "new look", criado por Christian Dior mas
repaginado e divulgado por centenas de filmes de divas como Marilyn
Monroe e Jane Russell. Por um curto espaço de tempo, a Argentina
também terá a sua diva, na figura da primeira dama, Eva
Perón.
As saias são amplas, em godê guarda-chuva ou balonê, revivendo um
pouco a época das crinolinas. Os tecidos brilhantes e "encorpados"
como o tafetá e o cetim convivem com o crepe de seda, o tule e o
jersey. O bolerinho volta a ser usado, bem como o redingote.
Na moda masculina, a tendência são os topetes, as calças com
pregas, a risca-de-giz e os sapatos com a ponta afilada. Os jovens
mais ousados imitam James Dean e Marlon Brando, passando a usar
gibão de couro, camiseta branca e calça de brim, a qual ainda não é
chamada jeans.
Além dos próprios filmes da época, como Os Homens Preferem as
Loiras e Como agarrar um milionário de 1953, O pecado mora ao lado
e Ladrão de casaca de 1955, O Sorriso de Mona Lisa, de 2003 é um
bom filme para analisarmos as modas e os modos da alta burguesia do
nordeste dos Estados Unidos (Nova Inglaterra) entre os anos de 1953
e 1954: estão em pleno uso os soutiens de bojo, as cintas e
modeladores, as saias godê em várias padronagens, bem como o duplo
padrão de moralidade (onde, a exemplo do que acontecia no Brasil
Colonial [16] ao homem tudo era permitido, em se tratando de sexo e
sexualidade, e à mulher "de família" tudo era ocultado, tolhido e
negado) e a hipocrisia social (onde todos fazem "vistas grossas"
aos "pecadilhos" dos bem nascidos, mas não perdoam nem mesmo o
menor deslize dos subalternos) tão característica daquela forma de
sociedade.
[editar]Décadas de 60 e 70
No seu viés elegante, a década de 60 foi marcada pelo uso do
scarpin, algumas vezes com salto carretel, e o "tubinho", de corte
reto, clássico legado de Madame Chanel, comprimento acima do
joelho. Os cabelos eram usados no corte/penteado "gatinha", mesma
denominação dada aos óculos de forma amendoada e com os cantos
exteriores proeminentes.
Os homens usaram (pouco) o terno bem cortado, de modelagem definida
mas sem exageros e (muito) a calça jeans (já conhecida por este
nome) e a camiseta. Os topetes continuaram em alta.
No viés "rebelde" ou "revolucionário" tivemos o movimento
hippie.
Hippies.
Na imagem ao lado vemos dois hippies que veiculavam a consígnia
"paz e amor", lemas da época. Usavam roupas de cores alegres e
estampas floridas, demonstrando sensibilidade, romantismo,
descontração e bom humor, como também a liberdade de expressão
perante o regime ditatorial em países como o Brasil, Chile e
França.
A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público
jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons
eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser
práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar
novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que
vinham com lápis, pó, batom e pincel.
As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais
baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas
com uma nova fibra sintética, o kanekalon.
Nos anos 70 o Movimento hippie foi absorvido pela mídia e passou a
ser "mais uma tendência", nas batinhas indianas, tecidos florais (a
chita voltou com tudo) e bijuterias falsamente artesanais. Usou-se
a "boca-de-sino" e a "pata de elefante", que eram calças com as
pernas muito largas, e o tropicalismo trouxe de volta as
plataformas (agora usadas para ambos os sexos) e os turbantes e
"balangandãs" de Carmen Miranda. Usaram-se combinações de cores
bastante insólitas, como o roxo com laranja e o verde com
roxo.
A partir de 1975, com a onda "disco" e o surgimento das
danceterias, que na época se chamavam discotecas, voltaram as
sandálias de salto agulha (agora usadas com meias curtas e
coloridas de lurex) e a saia "evasê". Surgiu a "frente-única" e o
vestido de "lastex". O cabelo black power era a sensação do
momento.
Foi na década de 70, em Berlim, que surgiu o Movimento Punk, que
marcou profunda e decisivamente a moda, a música e o comportamento.
Grande expoente deste movimento, a ex-cantora de ópera, Nina
Hagen.
[editar]"Hair" - Moda e Modismos Hippies
Músicos Hippies, com seus longos cabelos.
"Hair foi originalmente um musical da Broadway, lançado em 1967, no
bojo da contra-cultura , do pacifismo e da contestação à Guerra do
Vietnã, sob os "slogans" do "PAZ E AMOR" e "FAÇA AMOR, NÃO FAÇA A
GUERRA" veiculados pelo movimento hippie. O título do filme,
"cabelo", refere-se aos longos cabelos da maioria de suas
personagens e que, na época, eram uma forma de contestação aos
valores sexistas da sociedade tradicional, além de uma manifestação
da estética adotada pela juventude . HAIR, produzido na década de
1980, é o fiel retrato de uma época em que se consolida o "poder da
flor" e que, pela primeira vez na história, os jovens do mundo todo
assumiram uma postura crítica e ativa: já não eram mais os jovens
"rebeldes" da década anterior (1950), eram jovens genuinamente
revolucionários. A sua atitude deixou de ser pautada por um
pacifismo apenas conformista, deixou de ser passiva e desengajada,
a sua crítica passa a ter consistência. Em várias partes do mundo
os jovens demonstram que já tem consciência de sua própria força,
participando nus no "Central Park" de manifestações contra a Guerra
do Vietnã (1968) ou então de manifestações em prol dos direitos
civis dos negros no sudeste dos Estados Unidos e contra o
"Apartheid" na África do Sul. O que nós podemos vislumbrar, além
dos conflitos internos intrínsecos das personagens, é o conflito
social e o choque cultural inerente a esta época, o que nos faz
afirmar que existe uma grande dose de universalidade no filme HAIR,
pois os ideais de seus jovens personagens são também os ideais de
todos os nossos jovens que resistiram à ditadura e que procuraram
democratizar as relações intersexuais , questionando os papéis
homem/mulher, interaciais, religiosos e políticos."[17]
A moda no Brasil vem tendo grandes mudancas, a moda dos anos 60, 70
voltou a tona e com forca total. Fazendo com que muitas pessoas
mudem seu jeito de ser e sigam uma tendencia.
[editar]Anos 80 e 90
Os anos 80 e 90 constituíram-se num "revival" de várias épocas
passadas:
O vestido de noiva de lady Diana, cujo casamento foi assistido ao
vivo, via satélite, por milhões de pessoas ao redor do mundo, foi
um "lançamento oficial" do estilo chamado de "New Romantic", o qual
usou e abusou dos babados, laços, fitas e rendas.
Todo o figurino do filme futurista Blade Runner: o caçador de
andróides, de 1982, trazia os ombros ultra estruturados e os
terninhos em estilo militar da década de 40 (o "poder").
Nestes anos Meryl Streep estelou três filmes de época, sendo dois
consecutivamente: A mulher do tenente francês em 1981 e A escolha
de Sofia em 1982. Ainda na onda "revival", estrelou também Entre
dois amores em 1985.
O filme italiano La Chiave (A Chave), de 1983, dirigido por Tinto
Brass, que trazia Stefania Sandrelli no papel principal, revive de
maneira nostálgica a elegância da Itália no início do
fascismo.
Os filmes De volta para o futuro,[18] de 1985 e Dirty Dancing-ritmo
quente, de 1987 traziam de volta o glamour dos anos 50. Estes
filmes alavancaram a volta das saias godê guarda-chuva e balonê, do
tafetá e do crepe de seda, além dos famosos bolerinhos (espécie de
casaquinhos curtos, em geral com meia manga, ou manga três
quartos).
Em Peggy Sue: seu passado a espera, de 1986, dirigido por Francis
Ford Coppola, Kathleen Turner retorna a 1960, tendo a chance de
modificar o seu futuro, ao decidir se deveria se casar ou não com
Nicolas Cage, de quem ela está se divorciando em 1985. O vestido de
noiva de Peggy Sue, um clássico, trouxe de volta a moda noiva de
1960.
Também de 1986, Veludo Azul, de David Lynch, utilizando-se de
música homônima de Bobby Vinton para compor o título, tem evidentes
ligações com a moda. A personagem principal, uma cantora de salão
mantida prisioneira por um psicopata, usa modelos clássicos e
glamourosos da década de 50, inclusive um tomara que caia em veludo
azul, o qual confirma a tendência geral da época.
O clássico ...E o vento levou, de 1939, foi relançado em versão
restaurada. Houve um seriado televisivo, Scarlet, lançado nesta
época, que se propunha a ser a continuação da história. Ambos os
eventos reforçaram a tendência geral às saias rodadas e mais
volumosas, aos babados e aos bolerinhos.
Para o clip da música Material Girl a pop star Madonna realizou uma
releitura de Marilyn Monroe cantando "Diamonds are a Girl's best
friends" em Os Homens Preferem as Loiras, de 1953. O tomara que
caia ajustado ao corpo, de cetim foi bastante copiado.[19]
Nos anos 80 eram comuns "festas dos anos 50" ou "festas dos anos
60", com muito twist e rock and roll, dando origem a várias bandas
nacionais, como a Blitz. Já nos anos 90 a febre foram as "festas
dos anos 70", com muito colorido, preponderando o laranja e o roxo
e ressurgimento do New Wave.
[editar]Início do século XXI
No início do século XXI a moda parece marcada por duas máximas:
"nada se cria, tudo se copia" e "a moda vai e vem". Ao invés de
divas do cinema ou da música, os carros-chefes são as drag-queens,
que comandam o mundo fashion de dentro dos seus guetos, que são as
grandes casas noturnas, espaços concorridos como as Paradas Gays e
mesmo alguns espaços na televisão.
Neste sentido, é emblemática a trajetória de RuPaul, Nany People,
Dimmy Kieer, Léo Áquilla, Salete Campari e Silvetty Montilla.
Dentro do paradigma estético adotado, vêm crescendo a tendência à
customização e à reciclagem de materiais, buscando o
desenvolvimento sustentável, também no campo da moda.
Para não dizer que não há novidades, existem ainda vários
movimentos da juventude, como a estética Clubber, o underground e a
cultura hip hop, mas sempre ligados ao universo das baladas e casas
noturnas. Neste contexto, acentuou-se muito a difusão da tatuagem e
do piercing.
No dia a dia porém, para as atividades do cotidiano, não se notam
sensíveis diferenças em relação ao "revival" efetuado pelas duas
décadas anteriores. Entretanto, entre o último ano da primeira
década do séxulo e o primeiro da próxima década, há uma forte
tendência de retomada da utilização da androginia[20] - que sempre
esteve presente na moda -, porém ao invés de nublar os limites
entre gêneros, a idéia agora é demonstrar que também é possível
manter um identidade de gênero mesmo que se absorva atitudes ou
consuma produtos normalmente associados ao outro gênero.
até amanhã na quarta da intimidade


















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